Enquanto trabalhava no Curitiba Hostel, tive a oportunidade de conhecer pessoas incríveis!!! Uma dessas pessoas foi o Denis Faria, que se hospedou no hostel durante o fim de semana que rolou o Encontro dos Mochileiros, o qual eu também participei…
Pensa em uma pessoa com uma energia super positiva, é ele! Conversamos um monte, trocamos muitas histórias de viagem, e em uma dessas conversas ele comentou que sempre quis escrever para inspirar pessoas e eu aproveitei e o convidei para escrever um texto aqui para o blog….
E hoje ele fez meu dia muito mais feliz, quando me enviou um texto lindo e me permitiu compartilhar com todos vocês!!! Ele traduziu em palavras o que eu sinto quando viajo….
Um ensaio sobre viagens

“De que lugar você mais gostou?” – essa, talvez, seja uma das perguntas mais difíceis de se responder depois de haver feito algumas viagens. É certo que alguns lugares podem ter seus diferenciais, mas, quando ouço essa pergunta, sugiro uma reelaboração da indagação: “Qual experiência mais te agradou?” – essa sim deveria ser a pergunta! Não os lugares, mas as experiências. Elas sim tornam uma viagem memorável. Uma caminhada despretensiosa por uma viela de uma cidadezinha do interior talvez traga mais boas lembranças que uma visita há muito esperada ao palácio de Versalhes. A companhia, ou, às vezes, a paz da solidão podem fazer a mesma atividade parecerem eventos completamente diferentes. Quem desperta em si a alma de viajante, começa a perceber o mundo de outro modo. E não há livro ou relado que dê conta dessa tarefa. Não há como descrever aquilo que resulta da somatória do ruído do metrô fechando as portas e deixando a estação, a textura do cachecol que se torna a enrolar no pescoço, da luz acinzentada de um dia de outono chegando aos olhos ao se subir os degraus da saída da estação, do perfume da senhora que segue apressada à frente, rumo a um café na Champs Élysées para um encontro e da vista que se tem do majestoso Arco do Triunfo bem à frente, assim que se alcança o nível da rua. Isso me faria dizer que Paris foi o lugar que eu mais gostei? – Não! Mas aquele foi, sem dúvida, um momento mágico, que poderia, sozinho valer toda a viagem. Momentos. Momentos! Viajar nos faz aprender a apreciar a vida em conta-gotas (ou em momentos). Ensina a tirar menos fotos e a apreciar mais, a pressupor menos e a ouvir mais e, principalmente, ensina a entender e aceitar mais as pessoas e suas particularidades, a ver que sua história é só sua, mas que existem muitas outras por aí a fora esperando para serem contadas e ouvidas. E vividas!” por Denis Faria.

Foto arquivo pessoal Denis Faria em Budapeste – Hungria
Um pouquinho sobre o autor do texto:
Denis é técnico de manutenção em plataforma de petróleo, tradutor e intérprete por formação, sempre estudando algum idioma. Viciado em viagens, tem como segunda profissão pesquisar ofertas de passagens. De vez em quando, se arrisca a escrever. E aproveita cada folga ou férias pra fazer alguma viagem. A principal motivação é ouvir histórias e conhecer culturas.